Epílogo

 

FORMALISMO DE UNIFICAÇÃO

 

“ À medida que vamos compreendendo melhor as coisas,

tudo se torna mais simples.”

- Edward Teller -

 

     Apesar de reconhecermos constantemente que temos em mãos uma Lei da Gravidade incompleta e insatisfatória, será muito difícil que com o conhecimento de um novo modelo teórico que se enquadre com a experiência, que seja compatível com os factos, e que apresente soluções para resolver as falhas da Teoria da Gravidade, continuemos a trabalhar sobre a antiga teoria clássica da Gravidade e a insistir em encontrar soluções que ela não nos pode dar, uma vez que os fundamentos base sobre os quais esta teoria se baseia estão incorrectos.

     Pode acontecer que esta Nova Teoria da Gravidade consiga passar despercebida e não merecer a devida atenção do círculo de estudiosos e interessados nesta temática. Sugerir esta alteração revolucionária, que se enquadra com os factos, deveria ser suficiente para convencer a ciência tradicional. No entanto, esta forma de pensamento já foi anteriormente e pacientemente explicada pelo físico Ed May. Segundo ele, normalmente partimos do princípio de que a ciência é um processo racional, mas na verdade não é. Desta forma iremos, inevitavelmente e ingenuamente, cometer o erro do ‘Homem racional’. Quando somos confrontados com provas que contrariam as nossas crenças mais fundamentais, em vez de estas novas provas nos conduzirem a uma nova crença, em geral, o que acontece, é exactamente o processo oposto.

     Desafiar uma crença antiga leva a que se reafirme com maior convicção as nossas crenças anteriores! Tal relutância advém de um fenómeno igualmente simples, que é o seguinte: Acontece que muitas vezes a História se repete, e o preconceito, o comodismo, o cepticismo ou simplesmente a ignorância, são as respostas mais comuns quando as nossas crenças mais fundamentais são ameaçadas, e estas podem perpetuar-se ao longo de séculos!

     Quando ultrapassarmos isso, a Nova Teoria da Gravidade será vista de uma maneira tão comum e natural, sem nada de extraordinário ou de grandemente mágico. Tal como é o facto de considerarmos, hoje em dia, de que é o Sol que se encontra no centro de Sistema Solar e não a Terra! Assim sendo, talvez o adjectivo ‘revolucionário’ não seja o adequado.

     Para fundamentar os resultados que obtivemos anteriormente vamos desenvolver o tratamento específico entre Acoplamento e Momento Angular.

     Considerando apenas a informação dada através da distribuição electrónica de um átomo, sabemos que esta não é suficiente para descrever completamente o estado do átomo, uma vez que, verifica-se experimentalmente que várias orbitais com a mesma configuração electrónica têm níveis de energia diferentes.

     A variação dessa energia relaciona-se com o momento angular orbital L e com o momento angular de spin S que se combinam para determinar o momento angular total resultante do átomo J.

     No cálculo do momento angular total de um átomo é necessário considerar somente o momento angular dos electrões de valência, porque o momento angular total de cada camada completa é zero. Estes momentos angulares têm sentidos variáveis ao longo do tempo e combinam-se de acordo com regras específicas da mecânica quântica a fim de determinar o momento angular resultante J

     Um modelo vectorial servirá para definir a composição e evolução deste momento angular:

 

 

- Relação entre momentos angulares L, S e J

e momentos magnéticos μL μS μJ -

 

 

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 A procura por um Formalismo de Unificação continua …

 

 

 

 

“ Só sei que nada sei. “

- Sócrates -

 

 

 

 

“ Penso, logo existo. “

- Descartes -

 

 

 

 

 

Mas será que penso bem?!

- C. P. Fournier -

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  TUDO NESTE LIVRO PODE ESTAR ERRADO

 

 

     Segundo a teoria de Eduardo Punset, este neurocientista descreve o processo de criatividade de uma forma particularmente interessante: Em geral, as pessoas seguem outras pessoas apenas porque há muita gente que vai nessa direcção. A pessoa criativa, porém, decide ser independente. Por exemplo, se a pessoa criativa vê que toda a gente está a caminhar numa dada direcção, então, decide caminhar na direcção oposta, não aceitando a direcção da maioria como a direcção correcta.

   O criador pensa: ‘Tenho a minha própria ideia e talvez a minha ideia seja melhor’. A pessoa criativa pensa de uma maneira diferente em relação ao típico ou ao comum, embora isso às vezes acarrete as suas consequências.

   É necessário saber que quando se tem uma ideia criativa, uma ideia nova, os outros não vão aceitá-la facilmente. De certa forma, torna-se necessário e até mesmo imprescindível aplicar um certo esforço para tentar demonstrar que a nossa ideia é válida e que poderá trazer alguma vantagem. Na prática, trata-se simplesmente de tentar convencer os outros de que a nossa ideia talvez seja, quem sabe, uma ideia melhor. De modo que, o autor de uma nova ideia desenvolve todas as habilidades para que esta não seja imediatamente rejeitada e negligenciada. Considerando que, pelo menos, uma nova ideia merece fazer parte da discussão, com uma única diferença substancial, que é a de que o criador acredita profundamente naquilo que criou …