Capítulo XXVII

 

FÓRMULA UNIFICADA

 

“ O número domina o Universo.”

- Pitágoras -

    

 

     E se descobríssemos de facto a Teoria Final do Universo, a Grande Teoria Unificada?! … O que é isso significaria? … O que é que faríamos com ela? … O que é que isso mudaria?!

     Estaríamos absolutamente certos de que teríamos encontrado A Teoria correcta?! … Se tivéssemos em mãos uma teoria matematicamente consistente, que fizesse sempre previsões de acordo com as observações, poderíamos adquirir um grau de confiança razoável, poderíamos pensar que seria a Teoria verdadeira, poderíamos cair na ilusão de que teríamos em mãos a compreensão absoluta do nosso Universo …

     “ Contudo, se descobríssemos uma teoria completa, que deverá ser compreendida dentro de algum tempo, a traços largos, por toda a gente, e não apenas por alguns cientistas. Então, todos, filósofos, cientistas e simplesmente gente vulgar, seremos capazes de tomar parte na discussão de sabermos por que razão nós e o Universo existimos. Se encontrarmos a resposta para isso, será o triunfo último da razão humana, pois com ela conheceremos a mente de Deus. “ - Stephen Hawking -.

 

     A Física estará madura quando atingir uma Fórmula Unificada que caiba dentro de uma T-Shirt, do tipo:

 

 

F = m a …   ou:  … E =  m c2

 

 

     Uma Fórmula Unificada que será uma autêntica obra de arte e que imortalizará o seu autor …  contida numa única constante fundamental que permitirá conhecer a razão de ser das constantes que nos rodeiam.

     Compreender a origem das nossas constantes é uma das grandes questões da Física …

… essa fórmula poderia estar contida numa única Constante Fundamental, tão simples como…

 

FÓRMULA DA TEORIA UNIFICADA:

 

 

a  =  2 α

 

0,0144 = 2 .  1 / 137

 

0,0144 = 2 . 0,007

 

0,0144 = 0,0144

 

 

     A partir deste simples número decorre toda a complexidade do nosso Universo:

 

a = Q c2 = 2 α

 

 a =   2 α  =   2 .   ___e2___    =       __e2__

                            2. ε0. h . c            ε0. h . c

 

 

     E daqui surgem as constantes mais fundamentais que nos rodeiam:

 

Carga do electrão…………………………………..e = 1,602 x 10-19   C

 

Permissividade eléctrica do vácuo…………….. ε0 = 8,854 x 10-12   F / m

 

Constante de Planck……………………….….… h = 6,626 x 10-34    J.s

 

Velocidade da luz…………………………………..…c = 3 x 108    m / s

 

Todas estas constantes podem ser englobadas praticamente numa só:

 

Constante de estrutura fina…………………….. α = 7,297 x 10-3 ≈ 1/137

 

   … que tem uma relação directa com todas as forças da Natureza que nos rodeiam  …

     A equação clássica do campo eléctrico é dada pela fórmula de Coulomb, em que:

 

Fe = K. Q2

            r2

 

   Mas esta também pode ser definida de acordo com a seguinte alteração:

 

 

Fe = K. Q2

            λe2

 

   Em que se substitui o valor da distância r pelo Comprimento de Compton  λe. O comprimento de onda de Compton relaciona três constantes fundamentais:

 

λe =    h_    

       me.c    

 

     Substituindo na equação anterior, obtém-se o seguinte desenvolvimento:

 

 

Fe = K. Q2. me2.c2

            h2

 

 

FeQ2. me2.c2

        4π. ε0. h2

 

 

     Em que m corresponde à partícula emissora e receptora da radiação correspondente. Neste caso, me corresponde à massa-energia do electrão e relaciona-se com a radiação electromagnética.

     Para a radiação gravitacional comecemos, primeiramente, por avaliar a nossa constante ’gravitacional’ G. Tentemos determinar a origem desta constante.